Esta é a parte do trabalho mais difícil. Quanto mais você investir no polimento final, melhores serão as imagens que você vai obter. É aqui que está a diferença entre um bom telescópio e um aparelho medíocre.
Enquanto um telescópio profissional pode ter espelhos na faixa de l/60, um bom telescópio de amador tem espelhos com erros máximos na faixa de l/4 a l/8. Isto significa que o maior erro aceitável na superfície do espelho primário terá de estar entre l/8 e l/16, devido à introdução dos erros do espelho secundário.
Como o comprimento médio de onda da luz visível é de 0,56 micrômetros ou 0,00056 mm, o maior erro aceitável deverá ser menor que 0,07 mm, ou 0,00007 mm.
Para conseguir chegar nestes números, você tem que trabalhar o espelho com muito cuidado, e principalmente, ter certeza que está fazendo a coisa certa, após detectar erros de superfície no teste de Foucault .
Do seu capricho nesta fase depende a qualidade óptica, a limpidez e o contraste das imagens que você vai obter.
É comum se tentar uma correção e depois do trabalho, verificar que a coisa piorou.
Só a prática vai dar a segurança para determinar o defeito e o método correto para corrigi-lo.
Para fazer o teste, consiga um local que possa ser escurecido e coloque o aparelho de teste sobre uma mesa estável. Faça um suporte ajustável para apoiar o espelho e o posicione na mesma altura da fenda do teste (coloque a marca do verso do espelho para cima).
Se a distância focal estiver com 112 cm, o espelho ficará a 2,24 m de distância da lanterna.
A distância entre a fenda e a sua imagem deve ser a menor possível.
Espere pelo menos 15 minutos para o espelho chegar ao equilíbrio térmico com o ar ambiente.
- Encontre o foco do espelho e aproxime a lâmina até que veja todo o espelho sombreado.
- Avalie o que está vendo. Desloque a lâmina para a frente até que apareçam as franjas de sombra. Interceptando os raios de luz antes do foco, em um espelho esférico, veremos uma linha perfeitamente reta para toda a largura do espelho.
- Se as franjas não aparecerem retas, faça um desenho do que está vendo. Esta anotação é importante para auxiliar na definição do tipo de correção a ser feito. Na análise das franjas , para simplificar, consideramos como reto o perfil esférico, e traçamos um perfil esquemático do que vemos. Com a lâmina penetrando antes do foco, linhas curvas para o centro do espelho indicam regiões mais baixas. Linhas curvas para fora significam elevações.
- Gire o espelho 90º até que a marca fique do lado direito e repita o teste. Anote as diferenças, se houver. Diferenças acentuadas entre os dois testes podem indicar astigmatismo.
- Se os resultados do teste parecerem estranhos, descanse um pouco e repita o procedimento.
No caso de espelhos esféricos a análise pode ser apenas qualitativa. Isto é, devemos nos concentrar na obtenção de uma franja de sombra perfeitamente retilínea. No entanto, uma análise quantitativa Os defeitos mais comuns, nesta fase são borda baixa e depressão central. dos defeitos pode nos dar a verdadeira dimensão da qualidade da imagem que será obtida. Para isso, basta avaliar o tamanho dos desvios da frente de onda.
Consulte no croquis o tipo de retoque mais conveniente para a correção.
Trabalhe 15 minutos de cada vez e faça novo teste.
Ao final do polimento podem surgir defeitos centrais , ou defeitos zonais
, ambos de fácil correção.